PALAVRAS AO VENTO


CANSEI - Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros

 

Pelo Brasil, vamos fazer 1 minuto de silêncio.
Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros - um movimento a favor do Brasil!
DIA 17 DE AGOSTO ÀS 13:00.

São Paulo: Catedral da Sé, Praça da Sé - Centro
Porto Alegre: Aeroporto Salgado Filho

Veja aqui o Roteiro dos atos cívicos

12:00 - Chegada
12:30 - Ato ecumênico
13:00 - Minuto de silêncio
13:01 - Hino Nacional e encerramento

Comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=36632518
site: www.cansei.com.br

 

“Com esta campanha, o Movimento pretende lembrar a população que cidadania não é algo que se exerce apenas pelo voto, de quatro em quatro anos”, destaca D’Urso. “Cada um de nós pode e deve se manifestar por meio dos canais previstos em um regime democrático. Somente com tal participação é que nossa jovem democracia se consolidará e atingirá um patamar mais maduro”, finaliza.

Esta será uma manifestação pacífica e silenciosa. Expresse seu sentimento da forma como achar melhor e no lugar onde achar mais conveniente: na rua, em casa ou no trabalho. Participe.



Escrito por Kyra às 11h48
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O círculo...
Ana Hatherly

O círculo é a forma eleita
É ovo, é zero.
É ciclo, é ciência.
Nele se inclui todo o mistério
E toda a sapiência.
É o que está feito,
Perfeito e determinado,
É o que principia
No que está acabado.
A viagem que o meu ser empreende
Começa em mim,
E fora de mim,
Ainda a mim se prende.
A senda mais perigosa.
Em nós se consumando,
Passando a existência
Mil círculos concêntricos
Desenhando.

 

Tudo tem começo, meio e fim, que significa um novo recomeço.

Quantas oportunidades temos para fazer diferente? Como reagimos ás mudanças bruscas?

Estou como uma criança, encantada com um novo brinquedo, me deram um novo bloco de desenhos e muitos lápis coloridos.

Estou assustando as pessoas com minha calma..rs E devo confessar que isto me diverte muito, porque esperavam uma reação enlouquecida e eu simplesmente, abri mão do que não me servia mais. E abrir mão significa que não sofro mais pelo que chegou ao fim. Foi vivido intensamente, mas não mais me pertence. Eu estava fora do contexto, como se eu fosse uma peça de quebra-cabeça que se dilatou e não se encaixa mais no seu lugar.

Dia 14 de abril, o dia da libertação!

Acordo de manhã e encontro um telegrama que foi colocado embaixo da minha porta, era da imobiliária. O dono quer o apartamento, tenho 30 dias para sair. Fiquei aliviada, serviu para me livrar de uma situação que estava me incomodando muito e tirando a minha paz de espírito.

Me arrumo e vou trabalhar, o superintendente me chama, depois de 9 anos trabalhando na mesma empresa, sou demitida. Mas foi numa boa, vou conseguir colocar minha vida financeira em ordem. Saio da empresa, me sentindo leve.

Infelizmente no dia seguinte recebo a notícia do falecimento do meu amigo, isto sim, foi um choque tremendo! Mas tenho certeza de que ele está em um bom lugar, acredito firmemente nisto.

E agora?

Estou aberta as possibilidades, pela primeira vez na vida, não sinto medo, não me sinto frágil.

Reconquistei minha paz de espírito e isto vale muito!

Vou acertar minha vida, começar de novo e estou feliz com esta possibilidade, não existe pesar ou tristeza.

O saldo positivo foi saber o quanto algumas pessoas admiram o meu trabalho, e as mensagens que eu recebi, me mostraram o carinho e a preocupação legítimas. Esta é minha herança.

Que se inicie o novo círculo, estou pronta.

 



Escrito por Kyra às 22h34
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Meu lindo amigo, você se foi e não houve tempo para despedidas.

Você que sempre foi uma pessoa linda por dentro e por fora, era o amigo para todos os momentos.

Jamais vou esquecer nossas brincadeiras, as lágrimas compartilhadas, o amparo nos momentos difíceis, a sua lealdade e carinho, seus momentos de braveza e acima de tudo o que vai ficar para sempre na memória de todos que te conheceram, será a sua generosidade.

Eu espero que onde quer que você esteja, que esteja amparado e cercado de muito amor e luz, luz igual a que você irradiava para todos que te conheciam.

Você realmente era um Lord. Até hoje ninguém sabe dizer quem te deu este apelido, mas era perfeito para você.

Sentirei saudades, mas guardarei em meu coração todos os momentos compartilhados e são muitos. Assim vou preencher o vazio que você vai deixar.

Muita luz e amor para você Dudu, que para sempre estará em meu coração.



Escrito por Kyra às 19h56
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Manifesto pelo direito igualitário ao surto
por Nina Lemos
Eu surto, sabia? Depois de um dia muito estressante de trabalho ás vezes eu fico meio louca. Sei que isso também acontece com você. Só que você bebe e fuma um baseado, que eu sei. O meu surto é um pouco diferente. Fico mal-humorada. Falo demais no telefone. Sou chata. Eu surto. Depois passa.

Se alguém combina uma coisa comigo e muda os planos, eu fico decepcionada. Se eu estiver surtada, fico mais decepcionada ainda. Aí eu não faço o que eu deveria fazer. Sim, na regra do mundo, uma mulher deve levar um bolo e aceitar isso placidamente. Olha, minha amiga, se você não fizer isso, o cara vai sair correndo de você, sabia? Então, é bom que você aprenda a fingir. Um bolo? Tudo bem, acontece, normal. Não perturbe o homem que pisou na bola. Senão ele não vai querer te ver de novo. É assim que a banda toca.

Não comigo. Mas assim os homens vão se espantar, diz meu amigo. Eu sei que vão. Mas espera aí. Se alguém me dá um bolo eu também me espanto com o cara. Eu também vou ter dúvidas do tipo: "Será que devo investir nele?".

Mas não adianta. Mulher não pode surtar. A gente tem que aturar tudo, porque sabe como é, falta homem no mercado e as moças estão todas com suas caras perfeitas, sorrindo ao levar um bolo, desculpando as babaquices alheias. Por que eles vão querer ficar com alguém que dá trabalho?

Se fossem menos covardes, iam querer. As melhores pessoas que eu conheço surtam. Todas elas. Meus amigos são as pessoas mais temperamentais que eu conheço. A gente até tenta melhorar, mas a gente é assim. E você também deve ser, sr Pretê. Mas você é homem, né? E segundo a hierarquia mundial, pode surtar à vontade. Pode ir embora da festa com cara de agoniado dizendo que está fora de controle. Eu vou perdoar. E todas as moças de sorrisos plácidos também.

Eu também vou continuar surtando. Surto porque a vida é dura, porque um dia eu vou morrer, porque eu trabalho muito, porque eu sou inteligente. Ou simplesmente porque eu surto. Só que eu não vou ter perdão. No mercado neo-liberal onde homens e mulheres convivem hoje é assim. Essa é a sua última chance, minha filha, aproveite. Uma pisada na boa e uma promessa de amor já era!

E você vai continuar fugindo. Tudo bem.

Surtos com direitos iguais. É essa a bandeira que eu estou levantando aqui.

Mas, meu deus, esse texto pode apavorar os homens! E agora? Será que depois de ler isso eles vão ficar com mais medo ainda de mim?

Problema meu. Eu que pague por ser uma socialista do surto.

E aí, vai encarar?


Escrito por Kyra às 00h24
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Gavetas

Pio Muniz Falcão


Minhas gavetas andam - um tanto cheias;
Tenho ímpetos de arrumá-las em seu conteúdo.

Da composição gosto.
Penso, sem motivo que me importune,
Que há nelas coisas em demasia
Mas, sempre que tento, nada elimino.

São coisinhas minhas...
Bilhetes... Cartas, lembranças de gente de que gosto!
Badulaques pequenos
Restos inteiros de coisas que nem sei de onde vieram...
Coisas que esperam o hiato;
Coisas minhas que me socorrem esperam e exigem tato;
Coisas inúteis que me fazem falta e exigem atos.

Atroz e mudo - calo.
Minhas gavetas são minha vida...
Acho que não dá para arrumar sozinho,
Não sei eliminar o lixo!
Não reconheço joio ou trigo.
Nas gavetas - nunca...



Escrito por Kyra às 20h18
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O "esperar"
27.março.2005

Não há como negar que estamos sempre esperando algo de alguém... Que alguém sempre espera algo de nós. E que este “algo” varia de cotidianos afazeres às tempestades emocionais. Às vezes, esta espera, não, este “esperar” nos aprisiona e, neste momento, nos tornamos sobreviventes e não viventes.

Confesso que sou cética em relação a este esperar. Temo, assumidamente, o que esperam de mim. Gostaria de, de vez em quando, ser capaz de suprir o esperar alheio. Mas é difícil lidar com o que esperam de nós, principalmente por ser este esperar um exercício de mistificação de sentimentos e fatos.

Uma amiga esperou de mim que aliviasse a solidão que sentia, apesar da presença do marido e dos filhos. E eu me esforcei, não por acreditar ser possível tapar esse buraco, mas por saber que se ela tentasse, poderia alcançar a si mesma e clarear as idéias; descobrir o que a faria mais completa, feliz até. Mas não fiz o que ela esperava... Ao invés de encontrar uma explicação plausível para o vazio que ela sentia, preenchi este vazio com questionamentos; incitei-a a sentir a necessidade de se movimentar e promover mudanças; fiz com que ela provasse o gosto de ser pensante e atuante na busca dos seus desejos e no enfrentar seus próprios medos. E ela se afastou. Cortou nossa amizade pela raiz. Perdi uma boa amiga porque ela esperava algo de mim que eu jamais poderia lhe dar, até mesmo por desacreditar completamente do que ela queria.

Também já fui engrenagem deste esperar. Também desejei que lessem minha alma, adivinhassem minhas angústias e as exterminassem. Esperei que fossem justos comigo, como sempre procurei ser nessa vida com qualquer pessoa. Esperei que me dessem as chances que sempre acreditei merecer; pelas quais tenho trabalhado. Porém, este esperar sempre foi o que de mais ilusório alimentei. E chega, sempre, o dia em que paramos de esperar que alguém modifique as nossas vidas e passamos a cultivar um esperar diferente... Um esperar enquanto resultado de movimentos nossos e não daqueles que nos cercam e nos quais depositamos todas as chances de dias melhores.

Obviamente, ainda estou à espera de muitas coisas vindas do outro. O olhar compreensivo, aquele que adverte, as palavras sábias, as conversas descontraídas, o aprendizado. Estou à espera do amor fraterno e do romântico, do poder admirar o outro e ser influenciado por ele... Porém, não espero mais que seja o outro a definir quem sou e o que penso. Não vivo mais do “esperar” desacompanhada de mim. E, talvez, um dia a amiga que perdi para este “esperar” compreenda a diferença que há entre observar e participar da vida. É o que desejo.

Carla Dias



Escrito por Kyra às 11h36
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Vou derreter em sua boca,

Como um bom chocolate.

Posso ser doce,

Meio amargo,

Picante se for com pimenta,

Recheada de surpresas.

Venha sentir minhas delícias,

Me fazer gemer baixinho

E quando estiver saciado de minhas

Várias nuances de sabor

Deixarei em sua lembrança

O gostinho de quero mais!



Escrito por Kyra às 01h26
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Este desconhecido,

Mexeu com minha alma.

Acordou a paixão adormecida,

Acendeu o fogo, que julguei apagado.

Descontrolou o que era controlado.

Inundou-me de quereres,

sonhar com o por do sol.

Quero me desmontar

Entregar-me aos desejos

Despentear seus cabelos

Perder-me em seus braços

Incendiar minha alma

Ser tua.

 



Escrito por Kyra às 19h52
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Você derrapa em minhas curvas,

Se perde no brilho dos meus olhos.

Eu quero você corsário a perseguir meus segredos

Você fica a espera do meu chamado,

Eu não quero te chamar, quero ser possuída pelo seu desejo.

As palavras mais uma vez, matam o desejo.



Escrito por Kyra às 21h55
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Escultura de Palavras
07.março.2005

"Hay cosas que te ayudan a vivir.
No hacias otra cosa que escribir."

(Fito Paez)

Onde estão as palavras? Parece que se esconderam dentro de casa. Estão guardadas, acobertadas, com medo do frio, mesmo que suem um pouco por baixo da colcha.

Existem palavras de prosa e palavras de poesia. As palavras de poesia estão soltas, se entregam a encontros com melodia. Com melodia, as palavras ficam mais exatas. Às vezes, mais pobres ficam as palavras. São tão poucas as palavras de poesia: ou acertam no alvo ou se perdem na areia.

Há palavras para os outros e palavras nossas. Nem sempre se casam as nossas palavras com aquelas que vão para os outros. Um poema de amor para quem não merece. Uma ironia a quem logo esquece. Querer tocar no outro a corda da emoção, e nunca acertar palavra.

Palavras antes das palavras. Antes de se fazer carne, o verbo era lágrimas? As mesmas palavras em outra voz despertam coisas tão desafins. Cantar, dizer, escrever... Que meios de expressão escolhem as palavras?

A palavra "casa" é um desamparo para quem descasa. E a palavra "amor" perde a leveza na pessoa não amada. Se canta, se chora, se grita, se cala. Palavra sulca a terra dolorida da calma.

Os sentimentos têm palavras ou são apenas etiquetas que lhes pegamos à água? O verbo se fez carne, e a carne se fez lágrimas. Que dor é não saber a próxima palavra, gesto, canto, fala.

Escrever sem ter história pra contar. Escrever como quem bota o dedo na garganta para provocar.

Mulheres que sonham com um homem. Mulheres que vêm em seus olhos movimentos de dança. E mulheres que são só ser amadas e distância. Querer a mãe, e querer ser a própria mãe. Querer acordar sem desejar nada além do desejo realizado de acordar. Querer acordar sem saber os limites entre o próprio corpo e o da pessoa amada. E tecer as palavras com as pontas dos dedos. Escrever com o invisível orvalho da pele na pele do outro. Suar o suor de ter fogo queimando e desacobertando as palavras "bom-dia", "te amo", "vem me amar sem palavras".

Olhar para o céu e assistir os astros no exercício de sua gramática. Prosa poética que preenche tanto quanto falta. E o mundo continua, pessoas que passam enquanto se medita de olhos fechados na beira da água salgada. Ouvir um rumor de papéis de seda de raia, e a voz de quem vê budas de praia.

Esculpir a si mesmo com palavras. Fazer-se do barro, da lama, dos sussuros, dos fonemas mais básicos. Dar-se um corpo, dar-se sentimentos, dar-se pensamentos, dar-se alma.

E quando silenciar não ser por falta de palavras.

Eduardo Loureiro Jr.



Escrito por Kyra às 12h36
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Não quero um rótulo,

quero sentir,

quero momentos únicos,

quero desejo puro,

dispenso as frases feitas e os desejos medíocres.

Te quero bicho homem, cio,

Desejo intenso, imaginação

Pele com pele, arrepio,

Bocas vorazes,

Mãos ávidas,

Pernas enroscadas,

seu sexo rijo, eu líquida

Gozo a dois.

 

 



Escrito por Kyra às 19h52
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Porquê hoje é considerado o Dia Internacional da Mulher?

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women's Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho.

Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan "Pão e Rosas", em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher".

Hoje é o dia para lembrarmos de todas as mulheres incríveis que fizeram história, ousaram ser e sentir, fugindo de padrões impostos pela sociedade, mulheres que lutaram por seus ideais. E que a única reivindicação que fizeram, foi a de serem consideradas humanas, com todas as necessidades que os homens tem.

 

Não queremos ser mais fortes fisicamente, queremos ter o direito de sustentarmos nossas famílias com dignidade, de estarmos ao lado de homens que nos respeitem, crescer juntos, evoluir como pessoas e fazer do mundo um lugar melhor de se viver. E com muito respeito pelas diferenças, que fazem de nós mulheres e dos homens seres que se completam.

 



Escrito por Kyra às 17h03
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/

Meu dia.

 

 Minha idade.

Na balança do tempo, mais ganhos do que perdas.

Eterna aprendiz, apaixonada pela vida, persistente nos ideais.

Amigos vieram, alguns se perderam no meio do caminho, mas sempre presentes na memória.

Agora mais um caminho a seguir, fiz minha escolha, me joguei nas mãos do destino, que ele seja generoso com meu futuro.

Que eu tenha saúde, que eu só semeie e colha amor.

Não reclamarei de ter dinheiro e sucesso profissional.

Que eu apenas seja feliz!

 



Escrito por Kyra às 20h39
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Será que é possível se cometer um erro e ainda assim estar certo?

Talvez não importe muito o que se faz e sim como se faz as coisas.

Hoje vi uma cena que considero insólita e cruel, e eu assim como várias pessoas fomos chamadas apenas para assistir a queda de uma pessoa.

E ficamos lá chocados sem conseguir emitir um som, foi tudo rápido e eu não entendo até agora o que aconteceu.

Fico surpresa em ver que as pessoas não se contentam apenas em estar por cima de uma determinada situação, elas precisam destruir tudo para ter a sensação de que conseguiram o que queriam.

Não havia razão para nenhuma das partes, mas não entendo esta falta de consideração com uma pessoa que esteja no lado fraco.

É muito fácil esquecer o que uma pessoa fez de bom e só ficar com o lado mal desta pessoa, parece muito injusto, que todo um trabalho seja ignorado, como se nunca tive acontecido.

O lado forte deveria ter sido ao menos misericordioso, a grande ironia é que isso já aconteceu com o lado fraco, quando ele era forte. Por isso digo que ninguém tem a razão.

Existem maneiras certas sim de se fazer qualquer coisa, a maneira como se faz, por mais cruel que a verdade pareça, diz muito a respeito das pessoas.

Porque é mais fácil ter a atitude errada, quando se pode fazer o certo?

Porque somos tão escravos de nossos pecados? Digo escravos, porque todos temos defeitos e temos que conviver com eles, mas deixá-los tomar conta de nossa alma?

Sinto calafrios só de pensar nisso, dizem que a soma de nossos defeitos e qualidades, nos torna mais fortes e melhores. Porque dependendo da situação nossos defeitos se transformam em qualidade. Mas também acredito que não é a razão que nos avisa quando erramos e sim nosso coração.

Sempre sabemos quando erramos por maldade e o gostinho que seria de vitória, vai se transformando em fel que nos corroí por dentro. E isto deve gerar uma infelicidade danada.

Hoje farei uma prece, para que as feridas cicatrizem, que as fontes de fel que insistimos em manter sequem. E que possamos todos ser mais dignos e nos preocupemos menos com coisas que não levam a lugar algum e trazem tanta infelicidade.

" Não existe Santo sem passado e Pecador que não tenha futuro"

 



Escrito por Kyra às 01h18
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Fale sobre você:

Perdi amigos para a morte e também para os mal-entendidos; e ganhei experiência no meio do caminho. Cai de amores pela música e sou filha bastarda da literatura, posto que escrevo devido a espasmos emocionais e urgência em compreender o que, talvez, continuará eternamente incompreendido. Não sou culta. Não sou ilustre. Não sou intelectual. Sou um fragmento de quem sonhei ser um dia, mas me surpreendi ao me dar conta de que isso não é pouco. Porque sou pessoa como todas as outras. Temo. Desisto. Recomeço. Alimento-me do tempo que, em contrapartida, pede para ser o mestre das minhas transformações.

Almofadas, edredom, pipoca doce, cinema. Tirar os sapatos, séries de televisão, vinho, andar pelas ruas da cidade em dia de feriado. Sebos de livros e discos, música para chorar. Música para dançar. Música para amar. Música para relembrar: música. Tambores. O olhar danado de uma criança pronta para cometer uma traquinagem. Poesia. Beijo de boa noite da mãe. Banho de cachoeira. Beijo do amante. Montanhas. Lua. Céu. Avenida Paulista. Parque do Pedroso. Brasil. São tantas coisas das quais gostar que, às vezes, eu me afasto para observar de longe e resgatar a simplicidade do que realmente importa.

Não abro mão do respeito. Não temo a casa vazia. Temo a alma vazia. Amei platonicamente na primeira vez. Tentei amar apaixonadamente na segunda. Mas verdadeira e intensamente eu amei foi na terceira vez. Hoje, estou à espera de quem queira me amar, só pra variar.

Carla Dias



Escrito por Kyra às 23h50
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